Conseguirá o homem um domínio tal do seu destino de modo a assegurar a ausência do sofrimento no desenrolar de sua passagem pela vida material? A experiência claramente nos tem demonstrado que não. Muito se tem escrito a respeito deste assunto e muito mais se tem trabalhado no mundo socorrendo àqueles que sofrem. Característica marcante do grau evolutivo de nosso planeta, o sofrimento tem presença assegurada na vida de cada criatura, porém, carregando em si próprio a carga mais eficaz de burilamento para as almas. Sofre-se e aprende-se sempre alguma coisa a partir deste sofrimento.

A desdita atinge as pessoas em momentos-chave e na medida certa de suas necessidades evolutivas: nem menos, nem mais.
Pergutaríamos também: se o sofrimento está presente na vida das criaturas, seria possível adotar-se um tipo de atividade educativa que ensinasse as pessoas a não sofrer, atividade esta que teria um caráter profilático à semelhança de medidas que se toma para a erradicação de determinadas doenças do seio da sociedade? Haveria uma vacina contra o sofrimento? Positivamente, não! Entretanto, pode-se preparar as pessoas para adotar atitudes mais equilibradas diante da problemática da dor, quer física, quer moral.
É difícil, para a maioria das criaturas, demonstrar bom senso no momento em que a dor bate à sua porta. Há todo um envolvimento doentio e marcante que impede o indivíduo até mesmo de raciocinar, o que pode conduzi-lo a dois tipos de reação: a impulsividade ou a lassidão.
Se há uma receita, talvez seja esta: aprender a fazer uso da oração em todos os momentos da vida, quase que na tentativa de criar reflexos condicionados. Se aprendemos a orar em variadas situações para pedir, agradecer ou simplesmente louvar a Deus, se nos habituamos a orar por nossos semelhantes que se encontram sob o acicate de rudes provas, saberemos, quando a dor nos visitar, elevar o nosso pensamento ao Pai, nem que seja num grito de dor ou num pedido de socorro. Este será o primeiro mas decisivo passo para que se acerque de nós todos um halo de proteção, que talvez não retire a provação, mas nos garantirá a preservação de nossa resistência até o momento de estarmos livres de tal situação.
O cálice da dor parece passar de mão em mão, através dos tempos. Não podemos recusá-lo, mas podemos, isto sim, sorvê-lo com a dignidade daqueles que sabem que Deus escreve certo por linhas tortas e que cada um colhe aquilo que planta.

21 de novembro de 1979.

Alayde de Assunção e Silva, Lucia Maria Secron Pinto, pelo Espírito Luiz Sérgio.
Do livro "Intercâmbio", Livraria e Editora Recanto.

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